segunda-feira, 1 de junho de 2009

Cavaleiro Errante






Muito errante vai um cavaleiro andante, que tem alma de infante, à buscar os diamantes.

Dissimulado e todo atrasado prende-se num galho todo desgrenhado.

E num vazio, coração vadio...
Da natureza não se ouviu um pio.

Lembrou das rosas quando a alma prosa se imaginou poesia, mesmo que não cria.

Da criatura só ouviu tortura...
E do Criador não buscou o amor.

Mas embruteceu-se até a mais dura rocha beira-mar reconhecê-lo igual.

E como as ondas de um mar agitado desgastam a rocha moldando-lhe a face,

Descobriu, mesmo que no fundo, baixo à rocha, escudo dos desejos,

que havia ainda dentro da armadura um coração que pulsa por eternos beijos.

Roselane Calhelha

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