
Muito errante vai um cavaleiro andante, que tem alma de infante, à buscar os diamantes.
Dissimulado e todo atrasado prende-se num galho todo desgrenhado.
E num vazio, coração vadio...
Da natureza não se ouviu um pio.
Lembrou das rosas quando a alma prosa se imaginou poesia, mesmo que não cria.
Da criatura só ouviu tortura...
E do Criador não buscou o amor.
Mas embruteceu-se até a mais dura rocha beira-mar reconhecê-lo igual.
E como as ondas de um mar agitado desgastam a rocha moldando-lhe a face,
Descobriu, mesmo que no fundo, baixo à rocha, escudo dos desejos,
que havia ainda dentro da armadura um coração que pulsa por eternos beijos.
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Roselane Calhelha