
Quase que desvaneceu no tempo buscando explicações para as tempestades repentinas da vida, que não o puderam destruir, mesmo quando era feito de um cristal mais bruto.
Mas agora, já lapidado, ele percebeu que as tempestades só serviram para torná-lo mais puro e com um tênue jeito de ser que só cabia a si mesmo.
E ainda que guarde cada momento em seu pequeno cérebro de esperanças, ele sabe que se não fossem todas as intempéries pelas quais passou, certamente não seria hoje quem se tornou.
Pássaro de sonhos e desejos futuristas...
Roselane Calhelha
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Roselane Calhelha