No quarto da ficção pairavam sombras
Anestesia de sentidos
Vislumbres tétricos, amassados e pontiagudos
De uma personalidade extrema
Viveu de todas as maneiras,
Sonhou de todas as maneiras,
Sentiu de todas as maneiras,
E cantou a canção que ninguém mais quer ouvir.
Glórias já não se veem
Já não se sonham
Já não se sentem
Cantar canções...
Só se for em silêncio
Pensamentos múltiplos e emaranhados de um eu sem fim
E o nada...
O não e a canção sem som
O vazio
O fio da espada
A garganta embargada
E o grito
O desafio
O fundo do poço
O dorso
O torto
E a morte batendo à porta
A alma torta
A mão para fora
E uma voz no fundo do coração
O amor
A luz que penetra na fresta da alma
De novo a calma
A mão levantada
A mão tremula e apertada
O enrugamento do destino
O desatino que se vai
O vazio que se enche
As formas que se encaixam
Os braços que se entendem
A dor que ainda assusta
As mãos murchas e sem viço
O armistício
O sim
O não
O sim
O não
De novo a canção...
Roselane Calhelha 20/08/2014

Como entendo! Parabéns
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