Eu sou a poesia escrita
A vida se desintegrou
O topo do céu caiu
A vida já não é o que foi
E o sol já partiu os corações.
Sentimentos já não existem
O ser humano já morreu há tempos
A imagem já não é a de Deus
Já não sabem nem olhar os seus.
Eu sou um poema morte
Sorte de quem ainda têm palavras
Pois pedras é o que não faltam
Nas almas tortas do mundo.
Eu sou um poema fundo
O grito dos desesperados
As almas aflitas gritam
Isoladas pelo egoísmo alheio.
Eu sou um poema feio
A beleza já não pode ser vista
O amor já não dá mais pistas
Que ainda toque os corações egoístas.
Roselane Calhelha
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