quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Poema Feio

Eu sou a poesia escrita

A vida se desintegrou

O topo do céu caiu

A vida já não é o que foi

E o sol já partiu os corações.

Sentimentos já não existem

O ser humano já morreu há tempos

A imagem já não é a de Deus

Já não sabem nem olhar os seus.

Eu sou um poema morte

Sorte de quem ainda têm palavras

Pois pedras é o que não faltam

Nas almas tortas do mundo.

Eu sou um poema fundo

O grito dos desesperados

As almas aflitas gritam

Isoladas pelo egoísmo alheio.

Eu sou um poema feio

A beleza já não pode ser vista

O amor já não dá mais pistas

Que ainda toque os corações egoístas.

Roselane Calhelha

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