
Faço canções sem letra,
Porque as letras e as palavras há muito se embaralham a meus pensamentos antigos.
Digo coisas sem proferir palavras,
Pois meus lábios se calam ante a face obscura do amanhã sem fim.
Vejo esse sol que brilha,
Mas minha vontade seria não ver o sol.
Este me é forte demais e me obriga a sair do lugar confortável.
Queria viver horas a fio nas sombras obscuras da minha própria existência,
Pra não ter que pensar a vida e me obrigar a desgastes vãos de despertares alheios.
Despertar-me fez doer os meus ossos, e sair da caverna quase me cegou a vista.
Quis voltar pro conforto da minha existência desconfortável,
Mas que me era mais cômoda e aprazível do que ter que viver o desgaste dos pensamentos altos.
Roselane Calhelha
Roselane você escreve intensamente bem!!! Adorei o poema!! O paradoxo de "existência existência desconfortável,Mas que me era mais cômoda e aprazível" Acho que descreve um sentimento derivado do platônico. Enfim este poema tem coração próprio!
ResponderExcluirParabéns!!