
Do mundo perdeu a cor e os sonhos
A vontade de sonhar
Ganhou um par de olhos tristes
E o assombro que o viver lhe impõe
Como um rio que corre sem parar
Em busca de algo jamais alcançado
Pois ao mar se deu e não mais rio é.
Tornou-se apenas mais uma parte da imensidão...
Sem fé, sem sonhos, sem sentido, sem direção.
E uma sobriedade absurda lhe povoa a alma
Corta-lhe os desejos, cobra-lhe a razão.
E lhe impõe as razões de uma triste realidade
Da qual buscou fugir negando-a
A cada batida do seu triste coração.
Roselane Calhelha
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pela visita!
Espero que gostem do conteúdo meu blog. São poesias e prosas poéticas. Se puderem deixem um comentário.
Um abraço,
Roselane Calhelha