quinta-feira, 27 de maio de 2010

Eternidade





Do mundo perdeu a cor e os sonhos

A vontade de sonhar

Ganhou um par de olhos tristes

E o assombro que o viver lhe impõe

Como um rio que corre sem parar

Em busca de algo jamais alcançado

Pois ao mar se deu e não mais rio é.

Tornou-se apenas mais uma parte da imensidão...

Sem fé, sem sonhos, sem sentido, sem direção.

E uma sobriedade absurda lhe povoa a alma

Corta-lhe os desejos, cobra-lhe a razão.

E lhe impõe as razões de uma triste realidade

Da qual buscou fugir negando-a

A cada batida do seu triste coração.


Roselane Calhelha


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