quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Passageira do Vento



Quem de nós já não teve vontade de sumir?

Mas, melhor é fugir para dentro de si, do que morrer de saudade na beira da estrada.

Queria morrer um pouquinho, para ver se renasço melhor.

E, faço com isso minhas diretrizes mudarem.

Por isso, desenhei um sol na minha existência.

Mas a dor que senti fez os meus dias de chuva.

Mas que bom que amanheceu outra vez,

Agora posso pular no riacho e catar pedrinhas de sol.

Esse sol que passa entre as árvores faz o meu rio malhado como um novilho no pasto.

E, que desastre eu pensava ser!

Só sabia de mim o que me diziam.

Mas agora que a minha ignorância passou, eu brigo comigo pra mudar de estrada.

Ai, que luz é essa que me ofusca os olhos?

Esse sol forte me queimou a face e, me deu alma branca como a luz do luar.

Dias melhores virão!

É o que dizem...

Quem será que tem razão, as estrelas ou os andarilhos do vento?

E, como passageira da minha própria história, eu quis saltar na estação errada.

Mas, o maquinista me avisou a tempo.

E, virei passageira do vento.

Não fiquei parada na estrada.



Roselane Calhelha


2 comentários:

  1. Olá Rose! Venho mais uma vez me deliciar com a sua poesia e agradecer novamente pelo seu carinho lá no Poesia Torta. Beijos!

    ResponderExcluir
  2. Olá, Kenia!

    Eu é que agradeço o carinho e, seus comentários aqui. Tenho gostado muito do que leio quando visito seu blog. Aprecio o seu modo simples e direto de escrever. Dizendo coisas profundas com poucas palavras. Gosto disso.

    Beijos! Seja sempre bem vinda!

    ResponderExcluir

Obrigada pela visita!

Espero que gostem do conteúdo meu blog. São poesias e prosas poéticas. Se puderem deixem um comentário.

Um abraço,

Roselane Calhelha