
Torno-me enigmática, quando me escondo num mundo só meu.
Torno-me eu, quando sou enigmática.
E assim, busco uma ética para todas as coisas,
inclusive, para os tempos da minha existência.
E a ética do tempo, é que ele pode ser relativo.
Às vezes parece que ainda não passou,
mas, outras vezes parece que já é tarde demais.
E arde-me o coração, por não ver as minhas pedras de engaste, presas nas jóias do tempo.
O tempo, é só um trem, que nos leva para o que gostaríamos de ser.
Só que muitas vezes, esse lugar parece fictício.
E no égide do tempo, ele deixa de existir.
Torno-me a minha própria esfinge.
E dou murros, na lendária planta do templo, que desenharam pra mim.
Sou assim, como um monte de ações, presas num quadro de Picasso.
Nem todos conseguem entender.
Roselane Calhelha
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