
Quem sou eu?
Uma boa pergunta sem uma fácil resposta.
Muitos passam a vida inteira com essa pergunta em mente,
E morrem sem respondê-la
Eles deram pra vida as costas.
Há em mim um vazio intenso, um terror imenso, uma busca fantástica,
de saber afinal quem sou eu.
Talvez eu seja forte, ou talvez não seja
Talvez eu seja um prédio, ou talvez uma igreja
Talvez eu seja sombra, ou talvez apenas ondas
Talvez eu seja prata, ou o ouro sem polir
Talvez seja um mistério, talvez seja um rubi.
Quem dá mais?
Quem é que aposta?
Se eu vou, ou se eu fico
Se eu calo, ou se grito
Se sufoco o peito ardente
Ou se escancaro a mente.
Mente farta, mente indócil
Não há nada pra falar
Mas também um mundo inteiro
que eu quero conquistar.
E o medo de errar?
Se eu paro, me estaguino
Eu não creio no destino
O meu destino eu faço
Que tal se romper os laços?
Que tal se eu for em frente e der um chute na porta?
A porta que me separa da vida à que eu fui chamada
Se eu fico aqui deste lado o que me sobra é uma vida apagada.
Quem sabe não sou eu uma porta
Para vidas que se encontram presas
Não são prédios, nem sequer igrejas
Não são campos verde de cultivo
São pessoas sem objetivos
Cujos os sonhos já morreram a tempo
Será que não são eles vento?
Que vão pra lá e pra cá, e jamais encontram o seu lugar
São deserto em contra partida,
Que já a muito perderam o sentido do que seja vida.
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Um abraço,
Roselane Calhelha