terça-feira, 4 de novembro de 2008

Quem sou eu




Quem sou eu?

Uma boa pergunta sem uma fácil resposta.

Muitos passam a vida inteira com essa pergunta em mente,

E morrem sem respondê-la

Eles deram pra vida as costas.

Há em mim um vazio intenso, um terror imenso, uma busca fantástica,

de saber afinal quem sou eu.

Talvez eu seja forte, ou talvez não seja

Talvez eu seja um prédio, ou talvez uma igreja

Talvez eu seja sombra, ou talvez apenas ondas

Talvez eu seja prata, ou o ouro sem polir

Talvez seja um mistério, talvez seja um rubi.

Quem dá mais?

Quem é que aposta?

Se eu vou, ou se eu fico

Se eu calo, ou se grito

Se sufoco o peito ardente

Ou se escancaro a mente.

Mente farta, mente indócil

Não há nada pra falar

Mas também um mundo inteiro

que eu quero conquistar.

E o medo de errar?

Se eu paro, me estaguino

Eu não creio no destino

O meu destino eu faço

Que tal se romper os laços?

Que tal se eu for em frente e der um chute na porta?

A porta que me separa da vida à que eu fui chamada

Se eu fico aqui deste lado o que me sobra é uma vida apagada.

Quem sabe não sou eu uma porta

Para vidas que se encontram presas

Não são prédios, nem sequer igrejas

Não são campos verde de cultivo

São pessoas sem objetivos

Cujos os sonhos já morreram a tempo

Será que não são eles vento?

Que vão pra lá e pra cá, e jamais encontram o seu lugar

São deserto em contra partida,

Que já a muito perderam o sentido do que seja vida.


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Um abraço,

Roselane Calhelha