segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Alma de Poeta




















Alguém certa vez me disse, que todo poeta é triste.




Não posso concordar com estas palavras, pois quem disse isso não entende a alma de um poeta.



A minha explicação é tão simples como é simples a vida de uma borboleta, que a princípio parece feia, pois é lagarta e não atrai muito a atenção, a não ser que seja para estudo ou observação.



Depois vive presa em seu casulo estranho, preso a uma árvore qualquer. E finalmente quando parece não ter muito a oferecer ao mundo, se transforma em uma linda borboleta e ganha asas para voar, nem que seja por pouco tempo.



O nascimento de uma poesia muitas vezes é assim, pois de algo feio, aparentemente ruim e muitas vezes doloroso, surge beleza, leveza e ternura.



E quando uma poesia é lida por alguém, é nessa hora que ela ganha asas na imaginação de quem a lê, e o poeta também ganha asas através de sua poesia.


Então para quem me disse que todo poeta é triste, eu tenho algo a dizer:


Não é que todo poeta seja triste, e sim que o poeta consegue tirar beleza das suas tristezas.




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Roselane Calhelha